"Com as lágrimas do tempo e a cal do meu dia eu fiz o cimento da minha poesia". (Vinícius de Moares)

20 dezembro 2011

O Pulo

Sabe quando todo o mundo já disse que NÃO, e só para contrariar, você está louca para gritar que SIM...
Sabe quando sua mente diz que é errado, seu coração diz que é arriscado, mas seu corpo há muito já respondeu que quer ir à direção exatamente oposta e se entregar ao desejo...
Quando aquele certo alguém passa, nos levando consigo pelo corredor, fazendo nosso corpo tremer inteiro, as bochechas rosar, o coração palpitar, o estômago embrulhar e o ar de repente sumir...
Por quê, mesmo quando sabemos que é errado, que não é o momento, que a única pessoa do mundo que sairá machucada, magoada, arrasada, somos nós mesmas... sabemos de tudo isso mas mesmo assim...

Decidimos pular.
E não é um pulinho qualquer não, tipo aqueles com os braços ao redor das pernas na parte mais rasa da piscina. Não. É aquele pulo tipo salto ornamental, da parte mais alta do trampolim, inteiramente de cabeça. E de corpo. E de alma.
Quando menos esperamos, já estamos totalmente entregues às delícias que essa descarga de adrenalina nos traz. E nos pegamos sonhando acordada, planejando e imaginando o impossível.
O problema desse pulo é que, enquanto estamos caindo, estamos nos deixando levar... cada vez mais fundo, sentindo o ar inflando os pulmões, numa explosão e misturas de sentimentos há algum tempo adormecido dentro de nós. As sensações são infinitas e revigorantes.

Contrariando tudo e todos, sabemos que esse pulo terá esse início alucinante, um meio cativante e um final desconcertante. Sim, pois uma hora o pulo acaba. E sabíamos que essa hora fatídica chegaria. Sim, pois desde o início nosso corpo sabia que teria um começo, nossa mente sabia que teria um meio. Mas alguém avisou ao nosso coração que teria um fim?

Fonte:  http://voufalarpravoce.blogspot.com

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